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Debondan's Blog

E sigo na dança…com a poesia que tudo salva.

Trinta e dois

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Escrevia no face:
“Hoje levei a saudade para se flexibilizar na aula de alongamento, para comprar frutas e verduras no supermercado, para cansar na rua com a cachorra, para passear no shopping no meio da confusão. Táticas de guerra. É preciso distraí-la.
Leonardo continua vivendo em cada integrante da família e na lembrança mais bonita que cada um tem dele. Seriam 32 anos no dia de hoje. Mas a festa será apenas no nosso coração, que agradecido comemora silencioso e alegre. Viva Leo!”.
 
 
Toca o telefone. É Kadado.
 

A frase:” te imagino com teu chapeuzinho de aniversário”,  foi tudo o que ele conseguiu ler, durante a curta ligação telefônica, das linhas que havia escrito para o filho. A emoção chorava pela voz.

Navegando para o Alaska, lá vai meu marido, também ele, imagino, tentando distrair a saudade do polaco, mergulhando no trabalho.
Ligou para jogar um beijo e um desabafo.
 
Conectados, e  o mar entre nós. 
 
Que lindo!
Muita gratidão.
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Lançamento do Memórias da Mãe de Um Autista, no Rio

No dia 19 de maio foi a vez de lançar no Rio o “Memórias da Mãe de Um Autista”.

Num ambiente descontraído, mulheres divididas entre a literatura e a boa costura rs e muita informalidade, se encontraram para brindar o nascimento do meu segundo livro. Um verdadeiro bazar de alegrias e emoções. Obrigada à Lez a Lez e a toda sua atenciosa equipe! Adorei os mimos e o oferecimento da casa.

Aos amigos a minha gratidão pelo sucesso da noite!

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Lançamento do “Memórias da Mãe de Um Autista”, em Rio Grande

O lançamento nacional do livro Anjo Desgarrado-Memórias da Mãe de Um Autista foi realizado na minha terra natal, Rio Grande- RS, em 16 de abril de 2015.

Foi uma noite abençoada, de emoção e êxito, para dizer o mínimo. Reunir família, amigos de uma feita só, rever pessoas queridas, trocar histórias que o tempo não apagou, repartir a tua própria história, agora contada em mais um livro…não tem dinheiro que pague.

Seguem algumas fotos desta maravilhosa noitada.

Obrigada a todos os presentes e aos ausentes que foram super carinhosos e me prestigiaram de tantas outras maneiras. 

E um agradecimento super, mega especial ao querido, formidável Lu e à equipe da Escola de Belas Artes de Rio Grande, em grandíssima parte responsáveis pelo êxito do evento. A estes incansáveis, minha gratidão eterna. Lu, tu és the best!!!! Love U so much!

Ao meu pai e à minha mãe, aos meus sogros, à Marcinha, ao Lu, novamente rs responsáveis pela entrega dos convites…grata, grata, grata. Amo muito vocês!

E, finalmente, o meu agradecimento àquele que está sempre ao meu lado, me dando mais que o suporte…o amor que me joga para cima. Meu marido, tu és o vento debaixo das minhas asas.

Valeu muito, Rio Grande!!!!

(no fim do post o texto redigido e lido pelo amigo Lu)

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Sessão de autógrafos na Livraria Vanguarda, em 17 de abril de 2015

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O lindo texto que o amigo Lu me ofertou no lançamento.

BOA  NOITE

É COM MUITO ORGULHO E COM MUITO PRAZER QUE A ESCOLA DE BELAS ARTES RECEBE TODOS VOCÊS NESTA NOITE PARA O LANÇAMENTO DO “ANJO DESGARRADO – MEMÓRIAS DA MÃE DE UM AUTISTA”, DE DENISE BONDAN.

E É COM ESPECIAL CARINHO QUE RECEBEMOS A DENA, RIO GRANDINA QUERIDA POR TODOS, QUE ESCOLHEU RIO GRANDE E O BELAS ARTES PARA O LANÇAMENTO OFICIAL DO SEU SEGUNDO LIVRO.

 LIVRO QUE É VIDA. VIDA EM PALAVRAS. VIDA QUE ELA GENEROSAMENTE VEM HOJE DIVIDIR CONOSCO.

NÃO FAZ PARTE DO PROTOCOLO QUE EXISTAM FALAS EM LANÇAMENTO DE LIVROS. MAS O PROTOCOLO FOI FEITO PRA SER QUEBRADO. E NÓS NÃO CONSEGUIRÍAMOS FICAR EM SILÊNCIO NESSA NOITE.

SERIA MUITO EGOÍSMO NÃO DIZER NADA PRA QUEM VEM NOS ENTREGAR TANTO.

TIVE O PRIVILÉGIO DE LER “O ANJO DESGARRADO” ANTES DE SEU LANÇAMENTO. DE UM SÓ FOLEGO. SEM CONSEGUIR PARAR.

SENTEI INÚMERAS VEZES DIANTE DO COMPUTADOR PARA ENVIAR UMA MENSAGEM PRA DENA DIZENDO TUDO O QUE HAVIA ACHADO. ATÉ HOJE NÃO CONSEGUI.

TUDO QUE EU PENSAVA EM DIZER PARECIA PEQUENO DIANTE DO QUE ACABARA DE LER. O ANJO DESGARRADO TEM O SABOR DA LÁGRIMA QUE MOLHA O SORRISO. O TEXTO TRANSITA DA MAIS BELA METÁFORA À MAIS DOLORIDA E SIMPLES VERDADE DOS ACONTECIMENTOS.

COMO FALAR SOBRE ISSO? COMO TENTAR DIZER ALGO SEM PARECER ENTRAR NUMA INTIMIDADE QUE NÃO É NOSSA, SEM SER INVASIVO, SEM MEXER COM ESSES SENTIMENTOS E EMOÇÕES QUE SE REVELAM COM SIMPLICIDADE AOS NOSSOS OLHOS?

SENTIMENTOS E EMOÇÕES QUE NÃO TEM A PRETENSÃO DE APONTAR CAMINHOS, MAS APONTAM. QUE NÃO TEM A PRETENSÃO DE ENSINAR, MAS QUE ENSINAM.

E O QUE ELES NOS DIZEM É QUE PRECISAMOS, URGENTEMENTE, OLHAR A VIDA DE UMA NOVA MANEIRA.

PRECISAMOS URGENTEMENTE ENTENDER O QUE REALMENTE IMPORTA .

DIVIDIR ESSES SENTIMENTOS DESSA MANEIRA TÃO GENEROSA COMO A DENA FAZ NO ANJO DESGARRADO EXIGE MUITO DESPRENDIMENTO, MUITA CORAGEM E SÓ FAZ ISSO QUEM JÁ ENTENDEU O QUE REALMENTE IMPORTA.

( Luis Henrique Drevnovicz )

Entrevista à Donna- jornal Zero Hora

Revista Donna ZH

Meu presente de Dia das Mães veio em forma de carinho e de letras, do jeito que gosto.

O abraço do filho Alexandre e a reportagem publicada na gaúcha  Zero Hora. Podia ser melhor?

Divido com vocês minha alegria junto com um pouco da minha vida.

http://http://revistadonna.clicrbs.com.br/comportamento-2/escritora-gaucha-relata-licoes-que-aprendeu-nos-28-anos-de-convivencia-com-o-filho-autista/

Entrevista rápida no Jornal do Almoço- RBS TV

Em 16 de abril de 2015, horas antes do lançamento do livro Anjo Desgarrado- Bastidores de Uma Vida Abençoada, em Rio Grande-RS.

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/escritora-denise-bondan-fala-sobre-seu-novo-livro-obre-autismo/4114921/

o sal da terra que somos todos nós

Eu sei que é chover no molhado. Relutei em postar algo sobre o já tão celebrado Sebastião Salgado.Esta semana assisti ao documentário “O Sal da Terra” e o que vi e ouvi, além do registro, ainda encontra eco dentro de mim. Lágrimas de emoção mal contidas ao final do filme me avisaram que era grande o “estrago” do espetacular documentário sobre mim . A semana passou e eu não consegui tirar o Tião da minha cabeça.Saíra da sala agradecendo ao universo a alma boa e sensível deste lindo humano. E o trabalho ímpar deste raro espécimen.Quero assistir de novo e de novo. E quero que nasçam mais Salgados para pôr gosto neste mundo. Ou gosto de querer continuar querendo salvar este mundo. A dor só é válida se levar à esperança. E é disto que trata o filme.

O OUTRO LADO

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Eu só sabia que a vida estava lá do outro lado do cânion, um enorme precipício se intrometia entre nós e o outro lado. Eu não pretendia atirar-me ou desistir; não ficaria parada. Precisaria tecer a teia fina, perigosa e longa que me capacitaria chegar ao outro lado. O lado certo. Diziam que era lá onde morava a felicidade.Tecia o fio e pisava, um pouco cada vez. Arriscava cair, pois o medo me pesava mais. No trajeto, equilibrista do arame, percebi uma mudança. Já não pensava no objetivo final. Em algum momento o foco havia mudado. Já não desejava chegar do outro lado. O outro lado me alcançara e a alegria tornara leve minha coreografia e destemida a minha pisada. 

Já não almejava que o caminho tivesse sido outro, diferente daquele ao qual já me adaptara.
Era divertido e sem monotonia. E cheia de emoção viva, a trajetória.
A teia fora tecida com fio forte. Não era uma ponte sólida e previsível, mas já não temia a caminhada na frágil rede da fé que me segurava. Sabia dos perigos e não os evitava. 
Leonardo acabou chegando do outro lado antes de mim, porque aprendeu a lição mais rápido. A sua leveza o catapultou pra além do outro lado. E eu continuo na rede devagar, certa de que ela me levará onde eu mereça chegar.

BOOK TRAILER DO ANJO DESGARRADO 2

Está perto, muito perto.

No dia 16 de abril será apresentado meu novo filho: ANJO DESGARRADO-Memórias da Mãe de Um Autista

Local: Escola de Belas Artes de Rio Grande (RS), no prédio das antigas arquibancadas do Jockey Clube  ( complexo Praça do Praça Rio Grande Shopping )

Horário:às 19 hs

Espero o povo da minha terra. Não vejo a hora.

DE COMO PULAR O CARNAVAL SOZINHA

Estava com muita preguiça. Com muito calor. E sem conteúdo que -de fato- valesse a pena publicar. Vá lá. Eu gosto de escrever. É só sentar que vem qualquer coisa. E o mundo está cheio de quaisquer coisas. Pelo menos não enegreço os olhos nem a alma dos meus esparsos leitores com notícia ruim. Tenho algum mérito, portanto, como entretenedora.

Já não é de hoje que sou preterida à pesca pantaneira. O marido acenou com o convite dos amigos pescadores e com a necessidade de pôr mãos à rédea do stress. No carnaval. Acenei de volta, lenço branco esvoaçante na mão.

Se há alguém com quem eu gosto de conviver, de fazer coisas junto, este alguém sou eu. Tenho uma grande capacidade de programar atividades e inatividades para mim mesma, de preencher o dia, nem que seja de encher linguiça e ir provando.

Duas semanas de preparativos e muitas iscas arranjadas depois, partiu Kadado, ainda na quarta-feira, para encontrar-se com a trupe, numa longa e elaborada viagem até o rio….como é mesmo?

 Alexandre e Annelise foram para Búzios na sexta e eu fiquei com os bichos. Ming Yu, Nelsinho e o neto Romeu, gatinho medonho, hiperativo, filho do Alexandre, presente da amada Anne. Como bom neto, sobrou para a avó na hora da viagem romântica dos pais.

Exercitei a preguiça, acordando mais tarde. Liguei a televisão. Bah, pra quê! Por mais bobo que possa parecer, se a gente ficar num canal mais de cinco minutos, tudo começa a parecer interessante. Assim, os Cem Objetos que Mudaram o Mundo acabaram me ensinando que a máscara tribal africana é o item mais pedido do Ebay; que o cartão de crédito surgiu porque seu idealizador esqueceu a carteira em casa e não tinha como pagar o restaurante;  que o design da garrafa de coca-cola foi inspirada numa semente de cacau, que não tem nada a ver, mas que é esteticamente bonita. Tantos outros itens: a bala que matou o presidente Lincoln, o barril de carvalho, a estrela amarela dos judeus, o crucifixo, os manuscritos do mar Morto, enfim, fui enriquecida por informações preciosas. Como pudia eu estar passando pela vida sem tomar conhecimento delas? Alguma coisa foi deletada neste ínterim, obviamente. Não dá pra reter tudo que se descobre. Tomara tenha sido algo de menos valia, senão vou ficar muito P da cara.

Zapeei até parar no canal em que passava, pela enésima vez, O Exorcismo de Emily Rose. Verídico! Nunca havia pego do início, por isto sucumbi. Perto da hora em que o demo ia começar a pegar mais pesado com a moça, exibindo-se todo para o padre exorcista e a família dela, comecei a busca por outro programa, mais leve.

O colorido tétrico do desenho e a temática interessante, me prenderam a atenção até quase o final da funesta A Pequena Loja de Suicídios, animação francesa onde o filho ovelha-negra havia nascido feliz e não abandonava o sorriso da cara por mais que a família o pressionasse; originalíssimo. A macambúzia película, no entanto, começou a deprimir-me, apesar da inteligência e criatividade do seu enredo. Antes de ficar tentada a pegar uma corda para dependurar-me no lustre, desliguei e resolvi ir para a cozinha preparar o almoço.

Não tinha nada pronto. Fiz um guisadinho com a carne moída, cozinhei um ovo para picar e fiz uma salada de alface, tomate, azeitonas, cenoura cozida em palitos, palmitos, salpicada de grãos de sojinha. Comi que me lambi. Ming Yu aprovou a carninha com a ração.

À tarde resolvi assistir à Dois Dias, Uma Noite, pois gosto sempre de conferir o trabalho da Marion Cotillard, ainda mais numa indicação ao Oscar. Dei umas piscadinhas neste pós-almoço, apesar da pipoca doce a distrair minhas mãos e colo.

Voltei ao lar, passeei com Ming Yu, dei comida pela décima vez aos gatos e sentei na varanda para reler trechos do “Mr. Gwyn”. Grifei, emocionei-me de novo com o livro do clubinho de terça, enquanto cruzava a leitura e o “Café com Lucien Freud”.

Suor escorrendo, atirei-me na piscina.

Se tivesse que sambar à noite, talvez estivesse exausta.

 Sambar pra esquecer.

 E eu lá quero esquecer alguma coisa?

Zapear, apreender, deletar, ziriguidum, oba, oba!

 

 

Sábado, domingo, segunda de carnaval, fiz coisas novas. Vou poupá-los.

Na terça descansei.

Na quarta de cinzas chegou o marido e a normalidade.

Felicidade.

Eu não pulei.Já ela…

Ming muçulmana1-009Ou Ming no carnaval veneziano?

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