Hoje de manhã, fuçando as notícias miúdas do Segundo Caderno do jornal O Globo avisto uma nota falando sobre a estreia do primeiro solo da carreira da amiga e vizinha Lucélia Santos, que fará “Teresinha”, no Sesc Tijuca nesta sexta, dia 3 de março. ( Lu, olha o jabá!).

Entendo que, ao contrário do nome da peça, trata-se de obra inspirada no “Livro da Vida” da Terezona, como era chamada Santa Tereza d`Àvila, doutora da Igreja.

Curiosa, fui reavivar meus parcos conhecimentos sobre as duas Teresas, no oráculo google e acabei absorvida, divagando sobre o tema e minha própria vida.

 

 

“Passarei o meu céu fazendo o bem sobre a terra” e “Depois de minha morte mandarei uma chuva de rosas” (Santa Terezinha). Ela prometeu continuar sua missão no céu, trabalhando para o bem das almas e nunca frustrou os que confiaram em sua oração. Ainda hoje são muitos os relatos de curas, milagres e conversões realizados por intermédio da humilde carmelita.

Zoom na minha cabeça.

Em meu primeiro livro relato nossa experiência com a Santa. Na página 57 do livro “Anjo Desgarrado-Bastidores de Uma Vida Abençoada “, a propósito da ida de meus pais para Niteroi para o nascimento do neto Alexandre, nosso segundo filho, escrevo assim a respeito de nosso primogênito Leonardo, um baita guri, arteiro e muito pesado que àquela altura ainda não andava, fazendo minha coluna se encolher de medo :

 

“Não anda, mas engatinha com a agilidade de um felino.

Meus pais ajudam, paparicam e partem para o sul de novo.

Um dia após sua partida Leo ensaia seus primeiros desajeitados passos. Eu sabia que Nossa Senhora não iria me desamparar!

Conto a meus pais e eles lamentam ter perdido esta estreia. Ao saber da abençoada novidade, por telefone minha mãe desconsolada desabafa entre lágrimas: Filha, Nossa Senhora não me deixou ver este milagre porque eu duvidei.”

Ela prossegue contando da novena que fizera à Santa Terezinha, onde pedira que Leo andasse (ele já tinha 4 anos e Alexandre era recém- nascido; um complicado e cansativo par de gêmeos).

Conta-se que quando a graça vai ser alcançada um sinal é enviado em forma de rosa.

Minha mãe então me explica que, naquela ocasião, recebera uma rosa de um amigo que, sem saber de nada, lhe havia dito que fora Santa Terezinha que lhe enviara a flor. Ela pensara ter sido somente uma feliz coincidência e não ligara muito. Conta-me ainda que dias depois, terminada a missa, outro amigo aproximara-se dela e também ofertara uma rosa, inesperadamente. E que ela agradecera, mas esquecera em seguida.

Quando conto o acontecido ela desaba.”

 

Comecei esta postagem com Lucélia e acabei lembrando da fé de minha mãe e das rosas enviadas por Santa Teresinha. Assim é a vida, onde nada acontece por acaso. Tudo me leva a algum lugar ou a alguma reflexão. Sou provida de sentidos para isto. Só preciso sempre lembrar de despertá-los.

Este post não pretende fazer propaganda do meu livro ou da peça da Lucélia. Achei oportuno lembrar a importância da fé em dias tão desafiadores e desoladores, onde tantas notícias ruins nos são empurradas por todos os meios.

Senti-me coagida a compartilhar, neste contexto, meu próprio pedacinho de milagre. Uma simples nota no jornal reabilitou minha memória e minha fé que andava sentada num banquinho.

 

 

terezinha

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