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Como uma aluna que “levou pau”, mas aprendeu a lição, assim dispus-me a voltar na trilha rumo à Cinelândia, seguindo os milhos semeados há dois dias atrás, quando uma greve impediu-me de levar a cabo o registro do meu novo livro. Uma “gênia” da locomoção, foi como senti-me. Apta até a dar algumas informações básicas para os marinheiros de prima viagem no metrô. Quer coisa melhor para o ego? Ser útil e levemente superior? 

Foi tudo perfeito. No caminho até o Palácio Gustavo de Capanema achei vinis incríveis numa feirinha da Cinelândia. Consegui registrar a beleza dos azulejos do palácio/ prédio do MEC e acessar de cara o guichê com a documentação perfeita para averbação do Anjo Desgarrado: Memórias da Mãe de Um Autista. Protocolado, estou segura de improvável, mas possível roubo autoral.  

 

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Na saída, lavar os olhos com a visão do monumental Teatro Municipal, foi o golpe de misericórdia na retina já brilhosa dos nossos olhos; depois um pulo na majestosa Biblioteca Nacional com um alô ao busto de mármore do D.João VI, fundador da mesma. Ao ver que tentava tirar uma foto dele, um homem( não o D. João) apressou-se em oferecer seus serviços de fotógrafo. Nos fez girar sobre os calcanhares várias vezes, em poses diversas, enquanto se contorcia na nossa frente, num verdadeiro malabarismo fotográfico e jornalístico para uma revista do quilate de Vogue . Quando foi mostrar-nos o resultado-por sorte- percebemos que não havia tirado uma foto sequer. Todo o circo de novo. Eu repetia com desespero: só uma está ótimo! Acompanhada ainda da minha fiel escudeira Lena, outra parada para um mergulho nos livros nas tendas da praça. Seus olhinhos reluziam de puro deslumbramento, bonito de acompanhar.Um livro por três reais, dois livros por cinco. O que? Pincei um livro gigante de fotos do Rio, um volume encadernado chamado Galeria da  Pintura Universal e, de contrapeso, um simpático Fábulas e Lendas da Índia, com bonitas ilustrações. No mínimo irei  colorir seus arabescos com lápis de cor. Tudo por oito pilas. Como assim? O ônus foi carregar o fardo pelas ruas do saara, onde acabamos almoçando no rei do kibe, não tanto por fome,mas como estratégia para descansar os braços doloridos e cansados. Calei o ronronante estômago com um deles( o kibe do rei ), além da espetaculosa esfiha de espinafre e como não é todo dia- com uma trouxinha de nozes com mel para alinhavar a desgraça toda. No seguimento maligno, não poderia deixar de passar na tradicional Casa Pedro e voltar com o pulso quase decepado pelo peso da sacola( feita com cerol?)cheia de banana-passa, figo turco, figo cristalizado, castanhas de caju, noz moscada, amendoim sem pele ( para comida baiana )e damasco. Que tarde estupenda! Boas risadas, troca de energia com outras pessoas e quilômetros de vantagem na carroceria que não quero deixar enferrujar.  

E o Anjo Desgarrado 2 bem seguro, abençoando nossa alegria de viver. 

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 A Biblioteca Nacional:

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Ele, o belo, o incomparável Municipal:
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Os livros à  preço de banana:

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