Na mesa medrosas taças de cristal vermelho- olhos arregalados-espreitavam nosso filho, sentado na frente delas.

Choramos ante a lembrança de nossa primeira vez com ele no restaurante mineiro. Leonardo portara-se como um gentleman, derretido sob a luz do castiçal. Gotas no buço, sorriso incrédulo na cara larga.

O gerente aponta-nos agora o lugar exato onde ele ficara, inacreditavelmente quieto e atento, três anos antes. O senhor lembra? Claro, diz ele, apontando o lugar vazio em frente às mesmas taças encarnadas. Rio turvo nos olhos. A saudade é um cristal vermelho e castiçal de anjo em bronze numa noite perdida em Tiradentes.

Rest. Spaghetti

 

Naquela mesa tá faltando ele…

Rest  e emoção

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