leaoovelhaSó falava-se de política. Política trata de poder. O homem sempre amou o poder. É inato, parece. Os animais, penso, também amam o poder. Todos os leões machos disputam a coroa na selva. Há algo de embriagador no poder. Humanos e não humanos brigam por ele. A planta mais forte encobre a mais frágil. A lei da selva, da relva, do cavaleiro com a melhor armadura e preparo. O poder é bom. E deve ser usado para o bem. Basta lembrar de Gandhi e o poder das suas atitudes, do seu enfrentamento pacífico e contundente. Ou relembrar o poder das palavras de Martin Luther King, um dos maiores líderes do movimento dos direitos civis dos negros,  para falar de alguns expoentes mais famosos. Ou o poder da arte renascentista de Leonardo da Vinci; o poder da inteligência voltada para a pesquisa, de Fleming, o descobridor da penicilina; o poder da música de Beethoven e daí para frente.

Resistirei ao impulso de citar Maquiavel e Etienne de La Boétie, muito lembrados quando se trata deste tema, e suas definições e especulações sobre o poder.  A gente sabe, mesmo sem lê-los, que o poder vem do povo e que o próprio homem perde sua liberdade quando baixa a cabeça.

Sou uma ignorante, inclusive politicamente falando. A cegueira da ignorância pode ser uma benção e pode ser um grande entrave à luz dos novos tempos. Talvez se eu soubesse mais, já tivesse morrido numa frente de batalha qualquer. O pouco que sei já me aterroriza e alimenta a minha indignação.

 O gigante despertou e tem fome de justiça, fome do bom poder. Que os novos perfumes que infestam os ares, sejam eles provenientes do gás lacrimogêneo ou da essência da dignidade usurpada, contaminem e mantenham acordados  nossos filhos e netos. Vamos lutar o bom combate!

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