barry-white-02bPano rápido. Por conta da tireoidectomia minha voz ficou afetada, mais grave.
Luto ( substantivo ) por ela. Fecha o pano.

Minha feminilidade está em risco de vida, penso, por conta de dois episódios engraçados ( porque estou de bom humor).

Primeiro ato. Ligo para brincar com nosso amigo médico e ele, estranhando a intimidade, sonda quem é o dono da voz do outro lado. Respondo: é a Dena. Nossa, não reconheci. Tá com uma voz de homem, respondeu, imitando-me.

Segundo ato. Ontem liguei para um prestador de serviço cobrando o retorno, isto é, a confirmação do e-mail mandado. Ele me respondeu por e-mail: por favor, peça desculpas ao seu marido. Eu não reconheci a voz dele ao telefone. Uma hora acerto. E completa com a risadinha “rsrs”.

Pontada de certeza na dúvida. Pontapé na minha virilha tatuada de flor. Pronto. Virei Rogéria?Juro que não vou deixar isto virar complexo, mas que me peguei pensando na coisa toda…ah, isto é verdade. Se eu sussurrar já vi que melhora. Adocica a voz. Mas fico com aquela voz de aeroporto dos bons tempos de Íris Lettieri , a voz oficial do aeroporto internacional do Rio de Janeiro ( 76).  Rogéria ou Íris? This is the question. Não posso deixar aflorar o “se”. Se eu pudesse escolher, queria a minha de volta. Se eu soubesse, não teria operado. O “se” é uma grande cilada. O que eu quero, é solução…é viver bem com o que tenho na mão. Pano para os vocalizes. Ma me mi mo muuu…na ne ni no nuuuu .

vocalizes 5-6-2013 
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