Saído da Bat-caverna , deixando sua Bat-gatinha que não é afeita à praia,e  por mais que eu  implorasse: – “vamos, mãe! molhar os pés na água…soltar a negatividade no oceano Atlântico.” ; – eu não tenho negatividade, minha filha…eu ando com Nossa Senhora !” ;“-ah , mãe, todo mundo tem um negão bandalho dentro de si precisando ser descarregado ,afogado na água da praia ” …lá vamos  só nós, meu pai e eu ,com  cadeirinha  , filtro  , eu com a inevitável  canga  ,ele com a pandorga a postos , tudo dentro do carro dele rumo aos bons ventos da beira da praia do Cassino.

Enquanto ele tira do saco plástico seu brinquedo observo  encantada  o morcego  estampado bem no centro  da pequena pipa.Pequena como ele. Como combinam!

Vento na medida certa. Suave ela voa, sem muito esforço.

“-Se aumentar o vento ,eu ponho  mais  cola ” ( rabicho ), me esclarece.

Eu aproveito e dou um mergulho e então fico sentada na beira,nas marolas, observando o espetáculo tão pueril. Terno. Encantador. Tiro dezenas de fotos.Mas  estão para sempre registradas  na minha retina  a alegria infantil , a pequena felicidade, o recuo  inevitável no passado dele, não tenho dúvidas.

Minha mãe não sabe o que perdeu !

E eu ganhei  o dia, o ano, um SPA completo de alma  e, de brinde,  lindas fotos  para recordar  sempre que tiver saudade do meu menino soltador de pandorga.

(  férias  com meus pais : 27 de janeiro a 9 de fevereiro de 2012 )

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