Recapitulando: No post anterior  contei que estava cuidando da minha saúde , uma vez que o emocional tem cobrado seu preço. Continuo em fase de exames  …à cata de recompor  e fortalecer físico e espírito.

Meu coração bate lindo, forte, ritmado. A médica continua a manusear o bastão com gel  no meu peito enquanto eu, maravilhada, escuto as batidas valentes  e vejo no monitor  o desenho animado, uma “caixa de espasmos” abrindo e fechando, vivendo, pausando…vivendo, pausando, Tum Tum …

Volto no tempo, vinte e oito  anos atrás e me pego deitada de novo na mesa da sala de exames do obstetra catarinense quando, emocionada escutara –pela primeira vez –as batidas ainda tímidas do coração de Leonardo, meu primeiro filho. Uma lágrima comprida, volumosa teima em deslizar bochecha abaixo ,com pressa de sair de mim. Luto para não ser apanhada em flagrante delito emocional e agradeço a oportuna iluminação cavernosa da sala, mas ela, a lágrima birrenta, continua correndo até entrar gelada no meu ouvido esquerdo.

Saio e escrevo este post nas costas do pedido da costureira( agora é atelier de costura) enquanto espero ser chamada para o teste ergométrico . Falo para a médica: “Meu coração deve estar bom. O maior teste dele foi há três meses atrás quando, paradoxalmente, parou de bater o coração do meu filho por falha mecânica e conserto  divino.

Lá fora o sol derrama nesgas de luz por sobre a cidade, ignorando a multidão agitada com requisições e resultados cá dentro do laboratório. Mais um dia. Apenas mais um dia . Sol batendo.Tum Tum  batendo. Vida escorrendo . Que bom !

Eis o resultado do meu ecocardiograma:

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