Cortam –me um galho, eu  ponho broto 

A seiva que me navega é abundante e fértil

Fará nascer qualquer coisa viva que me sustente o resto

Tratará de sombrear-me à hora do sol escaldante

E  não me impermeabilizará à água necessária ao meu crescimento.

 

 

Bendita poda divina!

Maldita dor que entremeia as mitocôndrias deste ser que já não pode respirar igual !

Brotação espontânea, me cobre inteira

Me  enrosca  na vida com teu abraço copado

Me cresce até o céu  para que meu filho me desça do meu pé de feijão.

12-10-2011

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