Vida louca, vida

Vida breve…

Se a vida é breve  e imprevisível   estou sempre próxima de um fim iminente, certo?

Isto pode soar como um consolo ou como susto , como um tubarão  que no meu  encalço me faz dar braçadas mais vigorosas  e desesperadas rumo à segurança da praia.

Nadar contra a corrente  só dificultará meu movimento. Seguir o fluxo  e nadar cada quadrado de água por vez  , saudando o contato com a alga que passa  na pele, a tartaruga que passa por baixo de mim torna a viagem mais fácil e o desafio  da maratona de viver mais  saudável e apetitoso…cada milha percorrida passível  de troféu de vida bem vivida.

É preciso  estar atenta e forterepito pra mim mesma, afinal, camarão que dorme a onda leva .

Me preveniu Cartola  ao cantar que a vida é um moinhoe que ele pode triturar meus sonhos no caminho.

Tenho alguns poucos e simples sonhos  e os quero bem vivos dentro de mim …são eles meu combustível de vida.

A vida ,eu sei, está meio atrapalhada atualmente. Metaforicamente falando, tenho andado   de muletas , com mais dificuldade. Sem empregada ainda  e  gastando duas horas por dia no translado  do infante Leo para a escola. Volto correndo e encaro a lida com  a meio mofada porção borralheira do meu DNA .

Enquanto pelejo , canto:

Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido.

A casa está um brinco, os bichos bem alimentados e felizes…

O corpo, um caco ! Deitei  às 15 :30hs  para dar uma trégua às pernas e acordei com o quarto escuro . Quase dezoito  horas  agora e meu polaco também dorme! Alguma fadinha teria nos encantado  à tarde?   Estou descansada ,mas lascada …vai ter baile na casa à noite !

  Ah ,se vai !Os amiguinhos imaginários do polaco vão mantê-lo acordado até mais de meia noite, certamente.  O ônus do descanso  vespertino.

Há tempos de guerra e há tempos de paz.

E há tempos de guerra com paz dentro !

Minha fase.

A borralheira dorme cansada , mas sonha com passarinhos a acordá-la.

O moinho não vai me triturar porque eu me programei para não ser destruída.

Choro  vez por outra , tenho pontadas de melancolia , mas escolhi que quero ser feliz a qualquer preço… que vou nadar

suavemente  ,para mesmo cansada chegar , ao menos ,a um  banco de areia . Quando lá chegar   resolverei  o resto do percurso.

Vida leva eu !

 

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