Mulheres  não têm  dia, não têm hora, são de amor vestidas por dentro e por fora ;

mulher flor, mulher fogão , beijo de abelhinha, lava de vulcão… somos todas  sabiamente únicas  e ainda  assim  tão sabidamente iguais !


Salve mulher ,minha irmã !

Pois enquanto contemplo o céu  , beija o chão teu joelho amargurado ,em  pranto ,por teu filho perdido  à bala…

Porque enquanto  cuido da casa e escrevo filosofias sujas de ovo , mais uma argola dourada  se fecha em cadeado no pescoço da pequena  girafa mulher…

Internacionalmente  vaidosas, espetaculares, contraditórias,  graciosas, desvairadas, alucinantes , sedutoras,indispensáveis, desconcertantes!

Salve irmãs de forno e fogão,de cama , mesa e banho , de barrigas estriadas, de pés no estribo do ônibus, de batom vencido  e bolsa gigante com dinheiro contado;

Salve as  de unhas quebradas  , de ventres rasgados e infelizes cicatrizes; as inférteis, de cadeiras largas e  rímel lavado de água pelo rio dos olhos …

Benditas águas que lavam as mulheres: a  do parto, a do pranto, a do tanque… santas mulheres-dilúvio !

Não tenhamos vergonha dos corpos desfigurados pelo amor carregado!

Ai de nós mães de filhos, de maridos  ,de animais,  de natureza-Mãe!

Gigantes formiguinhas  de um mundo desgovernado.

Rogo  por nós a Quem possa nos ajudar !

Para que semeemos a dignidade , a educação , a bem aventurança.

Para que colhamos, enfim , o fruto bendito que nos salvará de nós mesmas  nesta   feminina dança!

Denise Bondan


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