Velhice à parte ( ele vai me matar quando ler!) e alguns rallys depois , o fato é que meu marido arranjou para si um probleminha no cotovelo esquerdo  de nome macambúzio : Epicondilite Medial.
Vai para Curitiba operar com um amigo -irmão.
Não posso escoltá-lo , por motivos óbvios, para quem conhece o enredo da minha vida. Fico conectada em pensamento ,prostrada em grãos de milho, em fervorosa oração.
Recém saído da anestesia geral a que se submeteu, me manda sinais de fumaça…mas por quatro vezes consecutivas, não escuto o rufar dos tambores no meu celular.
Saio  com o carrinho do mercado cheio de provisões para minha oca , saltitante e desligada …
“comme d´habitude ” !!!. Fico paralisada ao dar de cara com o ignóbil aparelhinho ,  bem estatelado e esquecido no console do meu carro.
Oops ! I did it again !, penso desconcertada comigo mesma.
Nos falamos , neste ínterim, e acaba ficando tudo bem.
Hoje pela manhã, me liga do hospital  pra avisar que teve alta e que tomou banho SOZINHO  , precisando fazer para isso, manobras mirabolantes e altamente arriscadas.
Protesto veementemente e inicio uma preleção ao insubordinado  paciente.
Ao final da reprimenda , ele dispara, em mais uma tirada  sensacional: ” Ligo pensando que vou falar com a Marilyn M. ( em referência ao meu artigo anterior) e tudo que encontro é a Miss Dayse, me dando esporro !”
Pra completar, diz que sou uma espécie de Forest Gump nacional,ou seja, uma contadora de histórias dos pobres.
A comparação me soa um pouco grotesca, mas caio na risada junto com ele, feliz da vida por ter ao meu lado um homem de mente sagaz, que vive me dizendo , sem falsa modéstia,” que me ama , apesar de mim !!! “.
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Ps:  O marido passa bem, mas o amor  está na tipóia !

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